Da FIL ao Cabo <br> triunfo da resistência

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«A Festa venceu», afirma Jerónimo de Sousa recordando o percurso de «obstáculos, contrariedades, campanhas e boicotes» enfrentados, ao longo de 38 anos, por «essa realização maior que começou em 1976 na FIL, assumiu uma nova dimensão em 1977 nos terrenos do Jamor, passou pelo Alto da Ajuda e pelo Infantado em Loures e fixou-se há 25 anos aqui na Amora, no concelho do Seixal, no magnífico espaço da Atalaia.»
«Tal como há 25 anos, quando foi feita a campanha de fundos para adquirir a Quinta da Atalaia, também hoje os trabalhadores e o povo sofrem as consequências de uma política desastrosa. Tal como há 25 anos, o objectivo que propomos significa uma grande determinação na luta que travamos e uma grande confiança no partido, nos trabalhadores e no povo, na capacidade para enfrentar e ultrapassar os obstáculos e dificuldades que se nos apresentam», afirmou o Secretário-geral do PCP ao intervir no comício de sábado, na Atalaia.
Ao contexto em que ocorre a compra da Quinta do Cabo, acresce o facto de a possibilidade de aquisição do «terreno natural» para defesa e alargamento do espaço da Festa ser uma oportunidade única. «Não escolhemos o momento, ele surgiu, a decisão é audaciosa, mas temos confiança que vamos conseguir o nosso objectivo», vaticinou já depois de ter aprofundado que «tendo surgido a oportunidade há tanto tempo procurada, não podíamos desperdiçá-la, não podíamos correr riscos de perder praticamente a única alternativa verdadeiramente existente» para concretizar «uma aspiração dos últimos 25 anos» e «uma necessidade reforçada pela evidência, provada em várias edições, de que o actual espaço era insuficiente».
A urgência de responder a um desejo que esteve presente «desde a primeira hora» de fixação da Festa do Avante! na Quinta da Atalaia colocou-se, ainda, porque «em certos momentos sentia-se que a Festa estava condicionada, que se verificavam situações de ruptura, que se tornava difícil receber e acolher com qualidade os seus muitos milhares de visitantes», disse, por seu lado, Alexandre Araújo, que revelou, igualmente, que «conhecemos um projecto de prolongamento de uma via rodoviária que prevê a sua passagem por uma ponta do actual terreno, o que poderia criar problemas dificilmente superáveis».
Tudo factores que explicam a razão pela qual «não podíamos deixar fugir a oportunidade que agora se apresentava de adquiri a Quinta do Cabo», sintetizou Alexandre Araújo.



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